Brasil

O circo eleitoral para massacrar o Brasil

Da mesma maneira que fez em 2018, o papel da “esquerda” bolsonarista será legalizar a “vitória” eleitoral do massacre do Brasil. E nas eleições, aliada formalmente até com a extrema direita!

Por Marcos Lima, via Gazeta Revolucionária

Foto via uol.com.br
Foto via uol.com.br

Em 1967, Guy Debord, publicou um livro em Paris, “A sociedade do Espetáculo”.

O livro ficou famoso, o título já causava um impacto, numa sociedade capitalista já dominada pela imagem.

Debord tinha muitas habilidades, mas se definia como “doutor em nada”. Seu livro deve ser lido por todos que querem compreender a influência da mídia e das redes sociais neste momento mesmo do século XXI, quando a falsificação generalizada tomou conta do cotidiano em forma de representação (espetáculo), pelo poder das imagens condutoras de mensagens e da manipulação de frases cada vez mais curtas.

1967, um ano antes de 1968, quer algo mais espetacular? A performance tomando conta da aparente mudança. Parecem mesmo que todos querem ser John Malkovich, numa assimilação do filme de Spike Jonze (1999). Um conflito entre ficção e realidade. Vivem a realidade do outro (o burguês) e plantam a ficção entre àqueles que sustentam na real seu modo de vida.

Hoje, o capitalismo em crise não tem tempo e nem mais tolerância para estas distrações. Vai direto no assunto e quem produz o espetáculo são os grupos políticos organizados em torno de “legendas”. Aí sim são legendas mesmo, com distração para as mazelas sociais produzidas pelo capitalismo.

O governo Bolsonaro para massacrar o Brasil

O governo Bolsonaro assumiu, no contexto da maior fraude eleitoral desde 1926.

A direção do país, principalmente das forças de controle (o Judiciário) e de repressão (as Forças Armadas), para entregar o Brasil e ajudar no massacre dos povos latino-americanos sob o controle do imperialismo.

Os grandes capitalistas dominaram a autodenominada “esquerda”. A colocaram docilmente dentro de uma jaula, a penduraram a chave na presilha e hoje desfilam por aí de mãos dadas com essa “esquerda” bolsonarista.

Como um pássaro engaiolado a “esquerda” bolsonarista começou a cantar a música repetida pela direita. O arranjo até que é bonito, mas a letra é de péssima qualidade. Ela não cansa de repetir, com pouquíssimas variações, que o chamado “neoliberalismo” é o único mundo possível. E que um novo massacre dos povos é inevitável.

Para Paulo Guedes, o super-ministro da economia, tudo deve ser “privatizado”, ou mais exatamente doado aos abutres capitalistas. Ele às vezes até se impacienta com a morosidade, age como um norte-americano que está com o navio prontinho para zarpar do porto quando o fogo começar a tomar conta das ruas.

Sim, este governo está caminhando sobre um campo minado. Está na cara e mesmo que fosse burro (coisa que não é) entenderia isso. Por isso não segue o compasso de Paulo Guedes que parte assim que a missão for cumprida. Mas no espetáculo existe o refrão e não cansam de repetir que as “privatizações” são inevitáveis. Da mesma maneira, também seriam inevitáveis todas as retiradas de direitos, a imposição do modelo narco paramilitar no Brasil e nos matando de fome, impondo pela força o modelo chileno.

A “esquerda” bolsonarista como palhaça do circo do massacre do Brasil

O Brasil e toda a América Latina serão usados para salvar os lucros dos super-ricos que supostamente estarão seguros em algum lugar maravilhoso do planeta terra. Mas mesmo isto é uma fantasia, não haverá lugar seguro com tanta miséria espalhada por uma minoria de sanguessugas. O espetáculo é real mas não pode se sustentar infinitamente. A atual autodenominada “esquerda” está com os dias contados. Não aguentará um importante ascenso das massas até porque hoje só atua integrada aos aparatos do estados e da burguesia.

Nas eleições municipais, um verdadeiro circo foi montado para sair com a conclusão de que a direita e a extrema direita seriam supostamente “fortíssimas”. Que o povo teria votado nelas porque adoraria ser massacrado.

Da mesma maneira que fez em 2018, o papel da “esquerda” bolsonarista será legalizar a “vitória” eleitoral do massacre do Brasil. E nas eleições, aliada formalmente até com a extrema direita!

A concentração de riquezas traz em si o germe da distribuição, não há como pilhar tudo e permanecer como se nada tivesse acontecido. Todos os famintos e zumbis estarão vendo aquela montanha de tesouros acumulados, avançarão contra ela e num átimo fará a distribuição. Isso será a revolução. Tão rápida e certamente violenta porque ninguém apanha na cara por muito tempo sem que um dia reaja com um ímpeto mais determinado e contundente.

O papel dos revolucionários e também da esquerda democrática que não se vendeu é denunciar e expor o massacre do Brasil e organizar a resistência dos trabalhadores para resistir.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

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