Brasil

Correios: quem quebrou a maior greve da América Latina?

Via Gazeta Revolucionária

Foto por Allan Calisto.

Os ataques do TST (Tribunal Superior do Trabalho) foram muito duros, conforme já era previsto. Os ingressos dos trabalhadores foram reduzidos quase à metade. E ainda houve contraditório o que abriu à ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) a possibilidade de recorrer ao STF (Superior Tribunal Federal) onde os direitos dos trabalhadores deverão ser ainda piores, repetindo a operação que aconteceu há sete semanas.

Vazou um áudio que mostra o ministro do TST mais de extrema direita, Yves Gandara, como o candidato favorito dos militares para a próxima vaga no STF (Superior Tribunal Federal).

Como a greve foi quebrada?

Umas horas após o julgamento do TST, a máfia sindical que controla os sindicatos de São Paulo e do Rio de Janeiro, ligada ao PCdoB/CTB/ Findect, realizou assembleias virtuais fraudadas.

A greve foi levantada por 699 “votos” a favor em São Paulo (base de 40 mil trabalhadores, dos quais 22 mil são concursados) e 250 no Rio de Janeiro (base de 15 mil concursados). Um número ridículo para um categoria de 105 mil concursados e pelo menos mais 100 mil terceirizados.

A máfia da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores da ECT), controlada pela máfia da Articulação Sindical do PT, aprovou o levantamento da greve no dia seguinte, 22.9, com a desculpa idiota de sempre: não há como lutar sem SP e RJ. Isso aconteceu apesar de que no dia anterior, à noite, tinha soltado uma nota de que iria manter a greve, o que tinha desmobilizado parcialmente os trabalhadores de luta.

Quem defende a nação brasileira e quem é Bolsonarista?

No caso dos Correios, até as liberações dos sindicalistas foram retiradas. Isso somente acontece quando as empresas estão à beira de serem privatizadas. E como a máfia sindical o aceitou sem nem sequer dar um piu é evidente que mais uma vez, houve a venda da greve.

A chamada “esquerda” brasileira está no bolso do governo Bolsonaro. Isso vale para os mafiosos dos partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais e sindicatos.

Conforme revelou e ex ilustre Deputado Glauber Braga todas essas direções corruptas e mafiosas estão penduradas em dossiês do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Quem organizar alguma luta irá preso. Conforme temos denunciado, agora ele próprio aderiu ao time.

Todos os partidos políticos (PCdoB, PT, PSOL, PSTU e penduricalhos), máfia sindical (direções da CUT, CTB, Conlutas) e dos movimentos sociais (direções do MST, UNE, MTST) são participantes ativos da entrega do Brasil. Na prática, essa suposta “esquerda” se tornou Bolsonarista, considerando que ajuda o Governo Bolsonaro a massacrar o Brasil.

Quais as perspectivas? O que fazer?

Em breve, os trabalhadores dos Correios receberão o contra-cheque e levarão um susto.

A ECT recorrerá ao STF e os trabalhadores levarão um novo susto.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 149, que privatiza os Correios, avança no Congresso, com o apoio de todos os partidos políticos.

É preciso preparar os trabalhadores dos Correios e do Brasil para resistir ao massacre da nação brasileira.

Novas lutas virão inevitavelmente. Nunca na história os trabalhadores e as massas têm ido ao matadouro durante muito tempo sem reagir.

Devemos continuar denunciando os mafiosos da suposta “esquerda”, que agora são bolsonaristas, desde que ajudam o Governo Bolsonaro a massacrar o Brasil.

Vamos exigir a abertura das contas de todos os sindicatos, federações, centrais sindicais e partidos políticos. Dos presidentes, secretários gerais, de finanças e jurídicos, pelo menos.

Os trabalhadores devem construir novas organizações de luta, classistas e revolucionárias.

Estamos lançando a campanha Os Correios é Nosso! O Brasil é Nosso!

Seguimos na luta com ainda mais energia. A nossa missão é salvar a nação brasileira do massacre, o que somente pode acontecer a partir da unidade real dos trabalhadores na luta.

Como o inimigo principal é o imperialismo norte-americano é fundamental impulsionar a unidade com os trabalhadores dos demais países, a começar pelos trabalhadores de toda a América Latina.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

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