América Latina

A operação estadunidense de mudança de regime na Nicarágua

Por John Perry, via COHA, tradução de Eduardo Pessine, revisão por Flávia Nobre

Apoiadores da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Fotógrafo desconhecido.
Apoiadores da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Fotógrafo desconhecido.

Um extraordinário documento vazado nos dá indícios da amplitude e da complexidade do plano do governo estadunidense de interferir nos assuntos internos da Nicarágua, durante e após suas eleições presidenciais em 2021.

O plano1, um trecho de 14 páginas de um documento muito mais longo, data de março/abril deste ano e define os termos de um contrato a ser pago pela USAID (uma “Proposta de Contratação de Tarefa”). Ele foi revelado pelo repórter William Grigsby, da independente Radio La Primerisima2 da Nicarágua, e descreve a tarefa de criar o que o documento descreve como “um ambiente para a transição democrática na Nicarágua”. O objetivo é conseguir “uma transição ordenada” do atual governo de Daniel Ortega a “um governo comprometido com a lei, liberdades civis e uma sociedade civil livre”. O contratado trabalhará com os “subsetores democráticos, de direitos humanos e governança” (DRG, em inglês), que são na realidade uma aglomeração de ONGs, think tanks, organizações midiáticas e de direitos humanos que dependem de financiamento estadunidense e que – ainda que se afirmem independentes – são na prática parte integral da oposição ao governo de Ortega.

Para justificar uma interferência tão escancarada, um considerável revisionismo histórico é necessário. Por exemplo, o documento alega que a atual Frente Sandinista manipulou “sucessivas” eleições para obter a vitória “sem a maioria dos votos”. Então, após “manipular as eleições presidenciais de 2016” para efeito similar, foram alertados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) de que houveram diversos “impedimentos às eleições livres e justas” e devido a isso, exigiram “reformas eleitorais técnicas”. O que o documento omite, entretanto, são as conclusões gerais da OEA sobre as eleições passadas. Apesar de identificar “fraquezas típicas de todos os processos eleitorais”, a OEA disse explicitamente que elas “não afetaram substancialmente a expressão da vontade popular através do voto”. Em outras palavras, a natureza da vitória de Daniel Ortega (ele obteve 72% do voto popular) tornou quaisquer irregularidades menores irrelevantes ao resultado: ele venceu por uma margem enorme. O documento vazado deixa claro que os Estados Unidos estão preocupados e visam impedir que isso ocorra novamente.

Não surpreende que o documento também reescreva a história recente, dizendo que o “levante” em 2018 (que teve forte apoio estadunidense) foi recebido com “brutal repressão do governo” contra as manifestações, enquanto ignora a onda de violência e destruição desencadeada pela própria oposição. O distúrbio econômico causado ainda afeta o país, ainda que (antes da pandemia) houvessem fortes sinais de recuperação. A USAID, entretanto, precisa retratar um país em crise “à beira do colapso econômico, com o potencial de se tornar uma emergência humanitária, dependendo do impacto dos contágios por Covid-19 no seu frágil sistema de saúde”. Um leitor casual do documento, desinformado sobre a situação real, pode ter a impressão de que, no “ambiente de crise” da Nicarágua, uma mudança de regime não é só desejada, mas urgentemente necessária. A realidade – de que a Nicarágua está em paz, tem até o momento lidado razoavelmente bem com a pandemia, e não tem sofrido os severos problemas econômicos de seus vizinhos El Salvador e Honduras – é claramente incompatível com o retrato que o governo estadunidense necessita apresentar para garantir o mínimo de justificativa para sua intervenção.

Uma longa história de intervenções estadunidenses

Dado o longo histórico de interferências estadunidenses na Nicarágua, remontando até ao ataque de William Walker à capital e a usurpação da presidência em 1856, a existência desse tipo de plano está longe de ser surpreendente. O que não é usual é que alguém tornou-o disponível publicamente, e agora podemos vê-lo em detalhe. É claro, os Estados Unidos já desenvolveram há tempos uma “caixa de ferramentas” de métodos para mudanças de regime sem intervenção militar direta, como quando enviaram fuzileiros nos anos 1920 e 1930 ou financiaram ilegalmente e forneceram apoio logístico às forças “Contra” nos anos 1980. Agora possuem métodos mais sofisticados, utilizando fantoches locais, que podem ser negados caso sejam expostos pela mídia internacional (que em geral demonstra pouco interesse, estando muito mais atenta à interferência eleitoral russa do que a de Washington).

A última escalada intervencionista começou com o governo Obama, e continuou com Trump, embora a motivação principal talvez seja a preocupação contínua do governo estadunidense em relação ao retorno de Ortega ao poder em 2007, que deu início a uma década de renovados investimentos sociais. A Oxfam resumiu o problema em um memorável título que deu a um relatório sobre a Nicarágua nos anos 1980: A Ameaça de um Bom Exemplo. Entre 2005 e 2016, a pobreza foi reduzida quase pela metade, de 48% a 25% de acordo com dados do Banco Mundial. A Nicarágua teve baixas taxas de criminalidade, limitada violência relacionada a drogas, e policiamento comunitário. Nos 11 anos até 2017, o PIB per-capita da Nicarágua aumentou 38% – mais do que qualquer um de seus vizinhos. Seu sucesso contrasta agudamente com a experiência do “Triângulo Norte” de países aliados aos Estados Unidos. Enquanto a Nicarágua se tornou um dos países mais seguros da América Latina, os vizinhos Guatemala, El Salvador e particularmente Honduras sofreram com taxas de criminalidades crescentes, corrupção galopante e grande crescimento no tráfico de drogas, que impediram o progresso social e produziram as “caravanas de imigrantes” que começaram a ir em direção aos Estados Unidos em 2017.

Os esforços do governo estadunidense em 2016 e 2017, baseados em uma longa experiência de manipulação da política nicaraguense, pareceu render frutos em abril de 2018. O primeiro catalisador de ações por parte de grupos financiados pelos EUA foi uma queimada que saiu do controle em uma reserva remota, inacessível via estradas3. A tática era clara: tomar um incidente com potencial de levar os jovens às ruas, culpar o governo por inação (ainda que a queimada fosse praticamente impossível de controlar), incentivar o ódio popular através das mídias sociais, organizar protestos, gerar críticas nas mídias locais, angariar apoio dos países vizinhos (neste caso, a Costa Rica) e garantir a cobertura hostil na mídia internacional. Todas estas táticas funcionaram, mas antes do próximo estágio ser alcançado (a repressão dos protestos pelo “regime” de Ortega), a queimada foi apagada por um forte temporal.

Uma semana depois, as forças de oposição tiveram, inesperadamente, uma segunda oportunidade. O governo anunciou um pacote modesto de reformas de segurança social, e rapidamente enfrentou novos protestos. As mesmas táticas foram utilizadas, desta vez com maior sucesso. A violência dos manifestantes no dia 19 de abril (um policial, um apoiador sandinista e um pedestre foram feridos à bala) inevitavelmente gerou uma reação da política para conter os protestos, escalando rapidamente as tensões. A mídia publicava mensagens de estudantes sendo mortos, muitas delas falsas. Apenas alguns dias depois o governo cancelou as reformas, mas os manifestantes já pediam a renúncia do presidente. A história completa dos eventos de abril/julho de 2018, e como o governo acabou resistindo, é contada em Live from Nicaragua: Uprising or Coup?

Um trecho do documento vazado. Imagem via COHA.
Um trecho do documento vazado. Imagem via COHA.

Estabelecendo as bases para a insurreição

Como foram criadas as condições para um golpe? Os alvos de financiamento estadunidense na Nicarágua e as táticas que pagaram nesse período foram deixadas surpreendentemente claras na revista virtual Global Americans em 2018, que é parcialmente financiada pela National Endowment for Democracy (NED)4. Argumentando (em maio de 2018, no auge da violência) que a “Nicarágua está à beira de uma insurreição cívica”, o autor Ben Waddell, que estava no país naquele momento, apontou que “o apoio estadunidense ajudou no fomento das rebeliões atuais”.

O título de seu artigo, Laying the groundwork for insurrection5, foi totalmente preciso na descrição das ambições por trás do programa de financiamento da NED, que já havia financiado 54 projetos na Nicarágua ao longo do período de 2014 a 2017, e tem continuado a fazê-lo desde então. O que faziam esses projetos? Assim como o documento recentemente vazado, a NED promove atividades aparentemente inócuas ou benéficas, como o fortalecimento da sociedade civil, a promoção de valores democráticos, a descoberta de “uma nova geração de líderes jovens democráticos” e a identificação de “oportunidades de ativismo”. Para ir além do jargão e explicar o papel da NED, Waddell cita o New York Times (referindo-se às revoltas no Egito, onde a NED também havia atuado)6:

“… as campanhas de construção democrática dos Estados Unidos cumpriram um papel maior do que se imaginava no fomento dos protestos, com lideranças centrais do movimento tendo sido treinadas pelos americanos para fazer campanha, se organizar através de novas ferramentas midiáticas e monitorar eleições.”

No caso da Nicarágua, o financiamento da NED de grupos opositores ao governo sandinista começou em 1984, se apresentando falsamente com o objetivo de “promover a democracia”, já que aquele foi o ano no qual o governo revolucionário da Nicarágua realizou as primeiras eleições democráticas do país. Waddell deixa claro que os esforços da NED continuaram, anos depois:

“… agora está muito claro que o governo dos Estados Unidos ajudou ativamente a construir o estado e a capacidade política na sociedade nicaraguense para o levante social que está se desdobrando atualmente.”

A NED não é a única forma clandestina de financiamento estadunidense. Outra é a USAID, que descreve seu papel nas revoltas de 2018 em termos similares à NED. Pouco antes de expôr o novo documento, William Grigsby conseguiu publicar uma lista de grupos e projetos na Nicarágua financiados pela USAID e pelo National Democratic Institute (NDI)7. Ele mostrou que mais de US$ 30 milhões foram distribuídos para uma vasta gama de grupos opositores ao governo e envolvidos nas ondas de violência de 2018, e que no caso da NDI, esse financiamento continuou durante 2020.

No ano passado, Yorlis Gabriela Luna narrou ao COHA suas próprias experiências de como grupos financiados pelos Estados Unidos treinavam pessoas jovens, em particular, e influenciavam suas crenças políticas anteriormente a 20188. Ela explicou como redes sociais e meios de comunicação eram “capazes de enganar uma parte significativa da juventude nicaraguense e da população em geral”. Ela também explicou como os grupos utilizavam bolsas de estudos para aprender inglês, programas de formação, grupos de estudo, e palestras com nomes atraentes como “valores democráticos, ativismo nas mídias sociais, direitos humanos e responsabilidade” nas universidades privadas, “para atrair e seduzir jovens”. Segundo ela, eventos eram organizados em hotéis caros ou até mesmo em viagens no estrangeiro, para que jovens que nunca tiveram esses privilégios desenvolvessem um sentimento de “orgulho”, pertencimento, e “identidade de grupo”, e como resultado “se alinhassem aos interesses estrangeiros” daqueles que financiam as palestras e atividades.

A nova tarefa durante e após a pandemia

Dois anos após a fracassada tentativa de golpe, o que as organizações que recebem financiamento estadunidense agora devem fazer? O novo documento é recheado de jargões, requerendo que o contratado (por exemplo) participe de “atividades técnicas e analíticas direcionadas de curto-prazo durante a transição da Nicarágua, que requerem rápido apoio na organização de respostas até que outros fundos, mecanismos e atores possam ser mobilizados”. O trabalho também requer “programas de longo-prazo, que serão determinadas conforme a crise evolui”. Preparação é necessária para a possibilidade de que “a transição [para um novo governo] não ocorra de maneira ordenada e oportuna”. O contratado precisará preparar “um conjunto de especialistas na Nicarágua” para fornecer assistência técnica no curto-prazo, “independentemente do resultado das eleições de 2021, mesmo caso os sandinistas ‘vençam honestamente’”. O documento é cheio de exigências, como oferecer “respostas rápidas” e “aproveitar novas oportunidades”, enfatizando a urgência da tarefa. Em outras palavras, está em curso uma nova tentativa de desestabilizar o governo de Daniel Ortega e, caso isso não funcione, e mesmo que os sandinistas vençam honestamente as próximas eleições – o que o documento admite como possibilidade – a ofensiva estadunidense para mudança de regime será ainda mais agressiva.

E quem levará isso a cabo? O documento dá muita ênfase na “manutenção” e “fortalecimento” da sociedade civil e na melhora de suas lideranças, que parece se referir às diversas ONGs, think tanks e organizações de “direitos humanos” que recebem financiamento estadunidense. Em certo ponto o documento pergunta “no que as doações, a oposição, a sociedade civil e a mídia devem focar?” – insinuando claramente que o contratado tem um papel na influência não apenas nestes grupos civis, mas também na mídia e nos partidos políticos.

Como esperado, o documento foi interpretado como um novo plano para desestabilizar o país. Escrevendo na La Primerísima, Winston López argumenta que o propósito do plano é “criar as condições para um golpe de estado na Nicarágua”9. Brian Willson, o veterano do Vietnã severamente ferido nos anos 1980 ao tentar interceptar um carregamento aos “Contra”, e que vive na Nicarágua, conclui que os Estados Unidos perceberam que Ortega irá vencer as próximas eleições10. Em resposta, os “Estados Unidos lançaram um plano descarado, criminoso e arrogante para derrubar o governo nicaraguense”.

Supondo que haja uma clara vitória sandinista em 2021, irão os Estados Unidos ainda assim se recusar a aceitar o resultado? Tendo insinuado que a OEA teve sérias críticas em relação às últimas eleições quando isso não era o caso, o documento insinua que a organização será pressionada a tomar uma atitude diferente na próxima vez, afirmando que “a decisão da OEA em pressionar novamente por reformas eleitorais será um importante ponto de pressão internacional”. Sem dúvidas os Estados Unidos tentarão insistir que a OEA seja observadora das eleições, e caso isso seja recusado, questionarão sua legitimidade, caso o resultado seja desfavorável aos interesses dos Estados Unidos. Muitos questionam, entretanto, se a OEA ainda é qualificada como observadora, após o dano que causou à democracia boliviana em 2019, ao levantar dúvidas sobre o que especialistas classificaram como eleições justas, instigando um golpe de estado11. Esse documento gera preocupações legítimas de que o governo estadunidense visa utilizar a OEA para barrar a vitória de outra governo não-alinhado, como fez recentemente na Bolívia.

Não apenas devem ser criadas as condições para substituir o atual governo, mas ao fazê-lo, as mudanças devem se estender para “reconstruir” as instituições governamentais, incluindo o sistema judicial, policial e militar. Após a perseguição generalizada contra autoridades do governo, trabalhadores estaduais e municipais e apoiadores sandinistas que ocorreu em 2018, não é surpreendente que isso seja interpretado como a exigência de um “expurgo” de todas instituições e funcionários simpáticos ao sandinismo. Como diz Willson, “o novo governo deve imediatamente se submeter às políticas e diretrizes estabelecidas pelos Estados Unidos, incluindo a perseguição contra sandinistas, dissolução da Polícia Nacional e do Exército, dentre outras instituições”.

A USAID deixa claro que é a pressão interna que poderá eventualmente provocar um golpe de estado na Nicarágua, e assim, apela a seus agentes que aprofundem a crise política, econômica e sanitária, no contexto da pandemia. O Departamento de Estado recentemente concedeu US$ 750.000 adicionais às ONGs nicaraguenses como parte de sua resposta global à Covid-19, e isso inclui “apoio para comunicações e atividades comunitárias direcionadas”12. Como López pontua na Popular Resistance, “desde março, a oposição dirigida pelos EUA tem focado 95% de suas ações em tentativas de descreditar a prevenção, contenção e tratamento da Covid-19 da Nicarágua. No entanto, esse plano só teve algum sucesso na mídia internacional e está saindo pela culatra, já que a Nicarágua é o país com uma das menores taxas de mortalidade do continente”13. O mapa-múndi de casos de coronavírus da John Hopkins University mostra atualmente a Nicarágua com 3.672 casos, comparado com 17.448 em El Salvador, 42.685 em Honduras e 51.306 na Guatemala14. Ainda que números mais elevados produzidos pela chamada Citizens’ Observatory15 da Nicarágua serem regularmente citados pela mídia internacional, eles também mostram atualmente apenas 9.044 supostos casos, ainda muito abaixo dos números do “Triângulo Norte”.

Qual será o próximo passo da oposição?

O COHA já documentou a campanha de desinformação contra a Nicarágua durante a pandemia, e como isso tem se repetido na mídia internacional. Até agora, entretanto, os alertas de colapso do sistema de saúde têm se provado infundados16. Mas e se, como ocorreu com a queimada em Indio Maíz e os protestos de 2018, a oposição falhar em sua tentativa de utilizar a pandemia para desestabilizar o governo de Ortega? Um incidente recente mostra que as tentativas oportunistas para desencadear uma crise continuarão. No dia 31 de julho, ocorreu um incêndio na catedral de Manágua. Os bombeiros responderam rapidamente e o apagaram em 10 minutos, mas um crucifixo e sua capela foram gravemente danificados. Em minutos, o jornal de oposição La Prensa denunciou que “um ataque” havia ocorrido envolvendo um “coquetel molotov” e que o governo e seus apoiadores estavam envolvidos17. Isso foi ecoado por outras mídias locais e internacionais, partidos de oposição, o arcebispo de Manágua, e uma das ONGs financiadas pela USAID18. Apesar da ausência de quaisquer evidências para tal acusação, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (UNHCR, em inglês) também condenou o incidente, insinuando que era um ataque contra os direitos humanos19.

Entretanto, uma investigação policial rapidamente concluiu que não havia qualquer evidência de ataque, ou que combustíveis ou materiais explosivos estavam envolvidos20. As investigações apontaram para um trágico acidente envolvendo velas e um spray de álcool utilizado como desinfetante, como parte das medidas de prevenção anti-Covid-19 da catedral. A Igreja Católica já anunciou que a capela danificada será restaurada. Entretanto, o dano à reputação nacional e internacional do governo e sua relação com a Igreja Católica serão difícilmente recuperados.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.


1  Disponível para download em inglês (pdf) em https://s3.amazonaws.com/rlp680/files/uploads/2020/07/31/aid-mayo-2020-ingles.pdf

2  “EEUU lanza descarado plan intervencionista para tumbar al FSLN”, https://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/287264/eeuu-lanza-descarado-plan-intervencionista-A histotrypara-tumbar-al-fsln/

3  “International Forces ‘Distorting’ Nicaragua’s Indio Maíz Fire,” https://www.telesurenglish.net/analysis/International-Forces-Distorting-Nicaraguas-Indio-Maiz-Fire-20180414-0019.html

4  Veja detalhes em https://www.ned.org/wp-content/themes/ned/search/grant-search.php (A NED é formalmente independente do governo estadunidense, mas é financiada pelo Congresso).

5  “Laying the groundwork for insurrection: A closer look at the U.S. role in Nicaragua’s social unrest,” https://theglobalamericans.org/2018/05/laying-groundwork-insurrection-closer-look-u-s-role-nicaraguas-social-unrest/

6  “U.S. Groups Helped Nurture Arab Uprisings,” https://www.nytimes.com/2011/04/15/world/15aid.html

7  “Asi financia EEUU a los terroristas,” http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/286068/asi-financia-eeuu-a-los-terroristas/

8  “The Other Nicaragua, Empire and Resistance,” https://www.coha.org/the-other-nicaragua-empire-and-resistance/

9  “EEUU lanza descarado plan intervencionista para tumbar al FSLN,” http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/287264/eeuu-lanza-descarado-plan-intervencionista-para-tumbar-al-fsln/

10  “Nicaragua targeted for US overthrow in 2020-21,” https://popularresistance.org/nicaragua-targeted-for-us-overthrow-in-2020-21/

11  “Bolivia’s Struggle to Restore Democracy after OAS Instigated Coup,” https://www.coha.org/bolivias-struggle-to-restore-democracy-after-oas-instigated-coup/

12  Veja https://www.state.gov/update-the-united-states-continues-to-lead-the-global-response-to-covid-19/

13  “US Launches Brazen Interventionist Plan to Overthrow the FSLN,” https://popularresistance.org/us-launches-brazen-interventionist-plan-to-overthrow-the-fsln/

14  Veja https://coronavirus.jhu.edu/map.html

15  Veja https://observatorioni.org/

16  “Experts Warn about Possible Health System Collapse in Nicaragua,” https://www.voanews.com/episode/experts-warn-about-possible-health-system-collapse-nicaragua-4320606

17  Veja https://www.laprensa.com.ni/2020/07/31/nacionales/2702954-lanzan-bomba-molotov-adentro-de-la-capilla-de-la-catedral

18  Veja, por exemplo https://confidencial.com.ni/atentado-con-bomba-molotov-en-la-catedral-de-managua/ e https://elpais.com/internacional/2020-07-31/un-atentado-con-bomba-molotov-incendia-la-capilla-de-la-catedral-metropolitana-de-managua.html

19  Veja https://twitter.com/OACNUDH/status/1289574031159488514

20  “Esclarecimiento de incendio en Capilla de la Sangre de Cristo, Catedral de Managua”, https://www.el19digital.com/articulos/ver/titulo:105922-esclarecimiento-de-incendio-en-capilla-de-la-sangre-de-cristo-catedral-de-managua-presentacion

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