Brasil

O infernal escândalo de lavagem de dinheiro do Brasil

Por Pepe Escobar, via Asia Times, tradução de Eduardo Pessine, revisão por Flávia Nobre

Com ninguém disposto a falar sobre as revelações, a questão é o que o ex-presidente Lula fará em relação a isso. Foto via Asia Times.
Com ninguém disposto a falar sobre as revelações, a questão é o que o ex-presidente Lula fará em relação a isso. Foto via Asia Times.

Duas décadas após um terremoto político, um poderoso sismo, que deveria estar chacoalhando o Brasil, deu de cara com um chocante silêncio.

O que agora é chamado de “Banestado leaks” e “CC5gate” poderia ter saído do antigo Wikileaks: uma lista, publicada pela primeira vez na integralidade, citando nomes e detalhando um dos maiores casos de corrupção e lavagem de dinheiro do mundo nas últimas três décadas.

Este escândalo permite uma saudável prática do que Michel Foucault caracterizou como “arqueologia do saber”. Sem entender esse vazamento, é impossível colocar no devido contexto eventos que vão desde o sofisticado assalto realizado por Washington ao Brasil – inicialmente via espionagem da NSA no primeiro mandato de Dilma Rousseff (2010-2014) – até a investigação chamada “Operação Lava-Jato” que colocou Luiz Inácio Lula da Silva na cadeia e abriu o caminho para a eleição do bode expiatório neofascista Jair Bolsonaro como presidente.

O crédito pelo furo deste roteiro de “George Orwell-pratica-guerra-híbrida” é, novamente, da mídia independente. O pequeno portal Duplo Expresso, liderado pelo jovem e ousado advogado internacionalista Romulus Maya, publicou a lista pela primeira vez.

Uma épica entrevista de cinco horas reuniu os três protagonistas centrais que inicialmente denunciaram o escândalo, no início da década de 1990, e que podem agora reanalisá-lo: o ex-governador do estado do Paraná, Roberto Requião, o procurador Celso Tres e o atualmente aposentado delegado da Polícia Federal, José Castilho Neto.

Anteriormente, em outra transmissão, Maya e o antropólogo Piero Leirner, o maior analista brasileiro de guerra híbrida, me instruíram sobre a miríade de complexidades políticas do vazamento, enquanto discutimos a geopolítica do Sul Global.

As listas das CC5 estão aqui, aqui e aqui. Vejamos o que faz delas tão especiais.

O mecanismo

Lá em 1969, o Banco Central do Brasil criou o que foi descrito como uma “conta CC5”, para facilitar que multinacionais e executivos enviassem remessas ao exterior. Por muitos anos o fluxo de dinheiro nessas contas não era significativo. Então tudo mudou nos anos 1990 – com o advento de uma complexa fraude criminal de lavagem de dinheiro.

A investigação original do Banestado começou em 1997. O procurador federal Celso Tres ficou chocado ao descobrir que de 1991 a 1996 o equivalente, em reais, a nada menos que US$ 124 bilhões havia sido enviado ao exterior. Eventualmente o total desviado pelo esquema (de 1991 a 2002) chegou a gritantes US$ 219 bilhões – colocando o Banestado como um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro da história.

O relatório de Tres levou a uma investigação federal focada em Foz do Iguaçu, no sul do Brasil, estrategicamente situado na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, onde os bancos locais lavavam vastas quantias de dinheiro através de suas contas CC5.

E é assim que funcionava: os doleiros do mercado negro, ligados aos funcionários dos bancos e do governo, utilizavam uma grande rede de contas de “laranjas” e empresas fantasmas para lavar fundos ilegais advindo de corrupção, evasão fiscal e do crime organizado, principalmente através da filial do Banco do Estado do Paraná (Banestado) em Foz do Iguaçu. Daí o nome do escândalo, “Banestado”.

A investigação federal não estava indo a lugar algum até 2001, quando o então delegado da Polícia Federal constatou que a maioria do dinheiro tinha como destino a filial do Banestado em Nova Iorque. Castilho chegou em Nova Iorque em janeiro de 2002 para liderar o necessário rastreio internacional do dinheiro.

Através de uma ordem judicial, Castilho e sua equipe examinaram 137 contas no Banestado nova iorquino, rastreando US$ 14,9 bilhões. Em vários dos casos, os nomes dos beneficiários eram os mesmos dos políticos que ocupavam cadeiras no Congresso, ministros de Estado e até mesmo ex-presidentes.

Depois de passar um mês em Nova Iorque, Castilho retornou ao Brasil carregando um robusto relatório de 400 páginas. No entanto, apesar das esmagadoras evidências, ele foi removido da investigação, que foi então suspensa por cerca de um ano. Quando o novo governo de Lula assumiu o poder no início de 2003, Castilho voltou ao trabalho.

Em abril de 2003, Castilho identificou um conta do Chase Manhattan particularmente interessante, nomeada de “Tucano” – como é apelidado o PSDB, partido liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que ocupou o cargo antes de Lula e que sempre manteve relações próximas com as máquinas políticas Clinton e Blair.

Castilho foi instrumental na instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do caso Banestado. Porém, novamente, essa comissão não foi a lugar algum – não houve nem mesmo a votação do relatório final. A maioria das empresas envolvidas fizeram acordos com a Receita Federal e eliminaram qualquer possibilidade de ações legais em relação à evasão fiscal.

O Banestado encontra a Lava-Jato

Em poucas palavras, os dois grandes partidos – o neoliberal PSDB de Cardoso e o PT de Lula, que nunca enfrentaram de verdade as maquinações imperialistas e os rentistas brasileiros – ativamente trabalharam para enterrar uma investigação aprofundada.

Além disso, Lula, o sucessor de Cardoso, focado em preservar o mínimo de governabilidade, tomou a decisão estratégica de não investigar a corrupção tucana, incluindo o seu pântano de duvidosas privatizações.

Os procuradores de Nova Iorque prepararam até mesmo uma lista especial do Banestado para Castilho, com aquilo que realmente importava para que o processo criminal andasse: o circuito completo do esquema de lavagem de dinheiro, com fundos inicialmente retirados do Brasil através das contas CC5, passando em seguida pelas filiais dos bancos brasileiros envolvidos em Nova Iorque, e então chegando em contas de offshores e trusts em paraísos fiscais (como Ilhas Cayman, Jersey e Suíça) e finalmente retornando ao Brasil como “investimento estrangeiro” – totalmente limpo – para o usufruto dos beneficiários finais, que haviam inicialmente removido o dinheiro sujo do país através das contas CC5.

Mas o então Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, indicado por Lula, deu o seu veto. Como disse metaforicamente o delegado Castilho, “Isso me impediu deliberadamente de retornar ao Brasil com o cadáver do crime”.

Enquanto Castilho nunca colocou as mãos neste crítico documento, ao menos dois deputados, dois senadores e dois procuradores federais, que no futuro se tornariam “estrelas” da Operação Lava-Jato, Vladimir Aras e Carlos Fernando dos Santos Lima – o receberam. Porque e como o documento – que podemos chamar de “prova do crime” – nunca foi incorporado aos processos criminais no Brasil é um mistério extra dentro de todo este enigma.

Enquanto isso, existem relatos “não-confirmados” (algumas fontes não vão a público em relação a isso) de que o documento pode ter sido usado para extorsão de indivíduos, principalmente bilionários, citados na lista.

O tempero extra na esfera judicial vem do fato de que o juiz provinciano responsável por absolver o caso Banestado foi ninguém menos que Sérgio Moro, o egocêntrico Eliot Ness que se tornaria, na década seguinte, o superstar e capo di tutti capi da enorme Operação Lava-Jato e Ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

Moro acabou renunciando ao cargo e está atualmente, na prática, em campanha presidencial para as eleições de 2022.

O ex-Ministro da Justiça, Sérgio Moro, em uma entrevista para a AFP em 6 de julho de 2020. Foto por Mauro Pimentel.
O ex-Ministro da Justiça, Sérgio Moro, em uma entrevista para a AFP em 6 de julho de 2020. Foto por Mauro Pimentel.

E aqui encontramos a tóxica conexão entre Banestado e Lava-Jato. Considerando o que já é de conhecimento público em relação ao modus operandi de Moro na Lava-Jato, tendo alterado nomes em documentos com o objetivo de colocar Lula na prisão, o desafio agora seria comprovar como Moro teria “vendido” absolvições relacionadas ao Banestado. Ele tinha uma justificativa jurídica muito conveniente: sem o retorno do “corpo” aos processos no Brasil, ninguém poderia ser condenado.

Conforme nos aprofundamos nos detalhes, o Banestado parece cada vez mais o “fio de Ariadne” que pode revelar o início da destruição da soberania brasileira. Uma história repleta de lições a serem aprendidas por todo o Sul Global.

O rei do mercado negro de dólares

Castilho, naquela épica entrevista, soou o alarme quando se referiu aos US$ 17 milhões que transitaram na filial do Banestado e foram transferidos, de todos os lugares, ao Paquistão. Ele e sua equipe descobriram isso apenas alguns meses após o 11 de setembro. Eu o enviei algumas questões em relação a isso e ele respondeu, através de Maya, que seus investigadores irão recuperar tudo novamente, já que um relatório indicava a origem desses fundos.

Essa é a primeira vez que tal informação vem à tona – e as ramificações podem ser explosivas. Estamos falando de dinheiro suspeito, possivelmente do tráfico de drogas e armas, saindo da Tríplice Fronteira, que é historicamente uma importante região para black ops da CIA e Mossad.

O financiamento pode ter sido fornecido pelo chamado “doleiro dos doleiros” do mercado negro, Dario Messer, via contas CC5. Não é nenhum segredo que os operadores do mercado negro na Tríplice Fronteira estão todos conectados ao tráfico de cocaína via Paraguai – e também a “pastores evangélicos”. Isso é a base do que Maya, Leirner e eu já descrevemos como “evangelistão do pó”.

Messer é uma engrenagem indispensável no mecanismo de reciclagem que faz parte do tráfico de drogas. O dinheiro é enviado aos paraísos fiscais sob proteção do império, é lavado, e gloriosamente ressuscitado em Wall Street e na City of London, com o bônus para os Estados Unidos de reduzir seu déficit da balança corrente. A deixa para a “exuberância irracional” de Wall Street.

O que realmente importa é a livre circulação de cocaína. Porque não, escondido no carregamento de soja, algo que traz o benefício extra de garantir o bem-estar do agronegócio. É um espelhamento do rastro de heroína da CIA no Afeganistão detalhado por mim aqui.

Acima de tudo, politicamente, Messer é o elo perdido com Moro. Até mesmo o jornal O Globo foi forçado a admitir, no último novembro, que os negócios obscuros de Messer foram “monitorados” ininterruptamente por duas décadas por diferentes agências estadunidenses em Assunção e Cidade do Leste no Paraguai. Moro, por sua vez, seria um ativo de duas agências estadunidenses diferentes – FBI e CIA – além do Departamento de Justiça.

Messer pode ser o coringa neste convoluto enredo. Mas há então o Falcão Maltês: There’s only one Maltese Falcon, como imortalizou o clássico de John Huston. E ele está atualmente em um cofre na Suíça.

Estou me referindo aos documentos oficiais, originais, enviados pela empreiteira Odebrecht à Operação Lava-Jato que foram inegavelmente “manipulados”, “alegadamente” pela própria empresa. E “talvez”, em cooperação com o então juiz Moro e a equipe de procuradores liderada por Deltan Dallagnol.

Não apenas, possivelmente, com o objetivo de incriminar Lula e seus aliados, mas também – crucialmente – remover qualquer menção a indivíduos que nunca devem ser mencionados. Ou processados. E, sim, você acertou caso tenha pensado no (apoiado pelos EUA) “doleiro dos doleiros”.

O primeiro impacto político sério após o “Banestado leaks” foi que os advogados de Lula, Cristiano e Valeska Zanin requeiram finalmente e oficialmente às autoridades suíças os documentos originais.

Governador Requião, por sua vez, foi o único político brasileiro a publicamente pedir a Lula, em fevereiro, que pegasse os documentos na Suíça. Não surpreende que Requião é agora a primeira figura pública no Brasil a pedir que Lula publique todo esse conteúdo assim que recebê-lo.

A lista real e não-adulterada da Odebrecht de pessoas envolvidas em corrupção é recheada de grandes nomes – incluindo a elite do judiciário.

Confrontando as duas versões, os advogados de Lula poderão finalmente demonstrar a falsificação de “evidências” que o colocaram na cadeia, e também, entre outras coisas, causaram exílio do ex-presidente do Equador, Rafael Correa, a prisão de seu ex-vice-presidente, Jorge Glas, a prisão do ex-presidente peruano Ollanta Humala e de sua esposa e, o mais dramático, o suicídio do ex-presidente peruano Alan Garcia.

O “Patriot Act” brasileiro

A grande questão política agora é descobrir o mestre manipulador que enterrou o escândalo do Banestado há duas décadas.

Como detalhou o antropólogo Piero Leirner, o que importa é que o vazamento das contas CC5 foca no mecanismo da corrupta burguesia brasileira, com a ajuda de seus parceiros políticos e judiciários – nacionais e estrangeiros – para solidificar-se como uma classe rentista, mas sempre submissa e controlada por dossiês “secretos” do império.

Os vazamentos do Banestado e das contas CC5 devem ser vistos como uma abertura política para uma ofensiva de Lula. Isso é guerra (híbrida) pura – e vacilar não é uma opção. O projeto geopolítico e geoeconômico de destruição da soberania do Brasil e para torná-lo uma sub colônia imperial está vencendo – e sem dificuldades.

O grau do poder explosivo do “Banestado leaks” e “CC5gate” tem se provado pela reação dos diversos “limited hangouts”: um estrondoso silêncio, que engloba os partidos de esquerda e a mídia alternativa e supostamente progressista. A mídia hegemônica, para quem o ex-juiz Moro é sagrado, retrata no máximo como uma “história velha”, “fake news” e até mesmo uma “farsa”.

Lula está de frente a uma decisão fatal. Com acesso a nomes até agora obscurecidos pela Lava-Jato, ele poderá talvez lançar um bomba de nêutrons e dar um reset em todo o jogo – expondo uma montanha de juízes do STF, procuradores, jornalistas e até mesmo generais ligado à Lava-Jato que receberam dinheiro de fora da Odebrecht.

Sem contar a colocação do “doleiro dos doleiros” – quem controla o destino de Moro – no primeiro plano. Isso significa apontar o dedo diretamente ao deep state estadunidense. Uma decisão nada fácil de se tomar.

Agora está claro que o credores do estado brasileiro eram, originalmente, devedores. Confrontando diversos pontos de vista é possível delinear o lendário “desequilíbrio fiscal” do Brasil – exatamente quando essa praga é retomada, novamente, com objetivo de dizimar os ativos do debilitado estado brasileiro. O Ministro da Fazenda Paulo Guedes, um neo-pinochetista e discípulo de Milton Friedman, já alertou que continuará vendendo as empresas estatais como se não houvesse amanhã.

O plano B de Lula seria arrancar algum tipo de acordo que enterraria todo o dossiê – assim como aconteceu com a investigação original do Banestado, há duas décadas – para preservar a liderança do Partido dos Trabalhadores como a oposição domesticada, que não toca na questão essencial: como Guedes está vendendo o país.

Esta seria a linha preferida por Fernando Haddad, que perdeu as eleições presidenciais para Bolsonaro em 2018, e é atualmente uma espécie de versão brasileira de Michelle Bachelet, a ex-presidente chilena. Ele é um neoliberal enrustido sacrificando tudo por mais uma chance de ascender ao poder, possivelmente, em 2026.

A consolidação do plano B galvanizaria a ira dos sindicatos e movimentos sociais – a classe trabalhadora brasileira de carne e osso, que está à beira de ser dizimada pelo neoliberalismo radicalizado e a coalizão da versão brasileira do “Patriot Act” estadunidense com esquemas militares, para lucrarem com o “evangelistão do pó”.

E tudo isso após Washington ter praticamente destruído – com sucesso – a campeã nacional Petrobras, um objetivo inicial da espionagem da NSA. Zanin, o advogado de Lula, também acrescenta – talvez tarde demais – que a “cooperação informal” entre Washington e a Operação Lava-Jato foi de fato ilegal, de acordo com o Decreto 3.810/02.

O que Lula irá fazer?

Por enquanto, dando sequência ao “Banestado leaks”, uma primeira “lista VIP” do Banestado foi formulada. Ela inclui o atual Presidente do TSE e também ministro do STF, Luís Roberto Barroso, banqueiros, magnatas da mídia e empresários. O procurador da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, parece ser muito próximo do neoliberal ministro do STF em questão.

A lista VIP deve ser vista como um mapa de rota das práticas de lavagem de dinheiro do 0,01% do Brasil – estima-se que cerca de 20.000 famílias, que são proprietárias da dívida pública de cerca de US$ 1 trilhão. Uma grande parte desses fundos foram reciclados de volta ao Brasil como “investimento estrangeiro” através do esquema das CC5 na década de 1990. E é exatamente assim que a dívida pública do Brasil explodiu.

Até agora ninguém sabe onde a montanha de dinheiro sujo do Banestado de fato foi parar, em detalhe. O “cadáver” nunca comprovadamente retornou de Nova Iorque e nunca foi incluído nos processos. Entretanto, a lavagem de dinheiro muito provavelmente continua em andamento – o período de prescrição, neste caso, não se aplica – portanto, alguém teria de ser rifado. Não parece que será o caso, ao menos por enquanto.

Enquanto isso, viabilizado pelo deep state estadunidense, a finança transnacional e as elites compradoras locais – alguns de uniforme, outros de toga – o golpe híbrido em câmera lenta contra o Brasil continua, dia após dia mais próximo ao domínio de espectro total.

O que nos leva à pergunta central e final: o que Lula fará em relação a isso?

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

4 respostas »

  1. Excelente artigo de Pepe Escobar sobre a historica e hipócrita ROUBALHEIRA da elite brasileira aos cofres publicos e ainda na vinculação com a droga, que confirma a sentença de Karl Marx que diz: – O estado tornou-se o balcão de negócios da elite burguesa.

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  2. Ao invés de tantos, Pepe Escobar não se acovarda sobre o megaesquema de lavagem de dinheiro 🇧🇷, capaz de transmutar devedores do Estado em credores do Estado, e escreve um artigo essencial pra entender boa parte do que move o 🇧🇷 realmente existente.

    Curtido por 1 pessoa

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