Ásia

A economia da Coréia Popular: mito e realidade

É devido às sanções imperialistas, e não ao socialismo, que a economia norte-coreana se encontra em seu atual estado. Para provar isso, basta apenas observar a situação da RPDC anteriormente à instalação do pacote atual de sanções.

Via Write to Rebel, tradução de Eduardo Pessine

Exposição de produtos industriais norte-coreanos em Pyongyang.
Exposição de produtos industriais norte-coreanos em Pyongyang. Via flickr.

A Coréia do Norte é geralmente pintada como um inferno econômico onde o povo se encontra em um perpétuo estado de pobreza devido ao seu modelo econômico. A narrativa dominante na mídia ocidental é que a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) está a beira do colapso1. O que os comentaristas não possuem em dados concretos, costumam inventar. Não existem chances, segundo eles, da economia um dia se recuperar por si mesma da crise econômica, financeira e energética que atingiu o país nos anos 19902. E realmente, ainda que seja difícil quantificar o dano causado pelo colapso da União Soviética, nós sabemos que a RPDC foi subitamente confrontada com a perda de importantes mercados de exportação e uma redução brutal de importações de petróleo e gás. Esses dois fatores foram o estopim de uma reação em cadeia cataclísmica que afetou severamente a economia do país.

Talvez o aspecto mais dramático do disastre tenha sido o colapso da produção de alimentos. A súbita falta de combustíveis, fertilizantes e maquinário foi agravada por “uma série de severos desastres naturais” de 1995 à 19973. Isso fez com que a RPDC saísse de um superávit de alimentos nos anos 1980 para uma severa crise alimentar nos anos 1990. Números fornecidos para a equipe investigativa da Organização Alimentar e Agrícola (FAO, em inglês) indicam uma queda na produção de um “patamar de 6 milhões de toneladas” de grãos de 1985 a 1990 a cerca de 3,5 milhões em 1995 para menos de 3 milhões em 1996 e 19974. A carência alimentar para a população de 23 milhões de pessoas era cerca de 5 milhões de toneladas5. A cadeia de eventos deixou a RPDC sem escolhas além de um apelo formal por ajuda para a comunidade internacional em agosto de 1995.

Infelizmente, esse apelo foi largamente ignorado. A comunidade internacional reagiu em grande parte de maneira hostil. Uma torrente de sanções abalaram e continuam a abalar a habilidade da RPDC de conduzir seu comércio internacional, tornando ainda mais difícil que o país se reerga. Além das sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e seus aliados desde os primórdios da Guerra Fria6, o país também deve de lidar com uma série de sanções multilaterais impostas pelo Conselho de Segurança da ONU em 2006, 2009 e 20137. A maioria são sanções financeiras e comerciais, além de proibições de viagens para determinados dirigentes.

Sanções financeiras barram o acesso ao sistema financeiro global ao mirar entidades ou indivíduos que realizam transações proibidas com a RPDC. A intenção declarada é impedir transações específicas de acontecerem, particularmente aquelas relacionadas com o programa nuclear do país, ou supostas atividades de lavagem de dinheiro. Na prática, no entanto, as chances de um alarme falso são tão altas que os bancos fogem até mesmo das transações mais inócuas com a RPDC. No caso do Banco Delta Asia (BDA), por exemplo, uma suspeita pública do Tesouro Estadunidense (UST, em inglês) de que um banco de Macau poderia estar lavando dinheiro e distribuindo dólares falsos para a RPDC destruíram a sua reputação e causou uma imensa corrida bancária antes mesmo de que as autoridades locais pudessem realizar uma investigação8. Uma auditoria independente comissionada pelo governo de Macau concluiu que o banco era inocente de quaisquer violações9, mas o UST mesmo assim o colocou em sua lista negra em 2007, gerando suspeitas de que estavam apenas usando o banco como exemplo10.

De qualquer forma, entrar para a lista negra efetivamente impediu o BDA de conduzir transações em dólar e manter relações com entidades estadunidenses, e fez com que duas dúzias de bancos (incluíndo instituições na China, Japão, Mongólia, Vietnã e Singapura) cortassem relações com a RPDC por medo de sofrerem um destino similar11. Ameaças veladas por parte do UST também parecem estar por trás do fechamento das contas do Banco de Transações Estrangeiras da RPDC pelo Banco da China em 201312 e possivelmente também teve influência indireta na interrupção de transações por parte de outros bancos chineses com a RPDC (independente da natureza das transações)13. Como podemos observar, sanções financeiras efetivamente contribuem para tornar a RPDC “intocável” no sentido econômico, afetando gravemente sua capacidade de adquirir moedas estrangeiras ao conduzir comércio internacional legítimo ou ao atrair investimento externo. Obviamente, a falta de moeda estrangeira causa graves consequências no desenvolvimento, já que limita a importação de bens vitais e urgentes como combustíveis, alimentos, maquinário, medicamentos, entre outros, atrofiando tanto a economia quanto as condições da população14.

As sanções comerciais também causam efeitos mais disruptivos do que seu nome sugere. Apesar das sanções serem desenhadas para previnir a RPDC de importar mísseis nucleares ou bens e tecnologias militares, na prática elas têm o efeito de bloquear a importação de toda uma gama de produtos e tecnologias que são classificadas como de “uso duplo”, o que significa que seu uso civil pode potencialmente ser adaptado para fins militares. Consequentemente as listas de “uso duplo” proibem a importação de equipamentos, maquinário e materiais que são essenciais para o desenvolvimento de uma economia moderna, impedindo o avanço de um vasto leque de indústrias como a aeronáutica, de telecomunicações, informática e química15. Em seu livro A Capitalist in North Korea, o empresário suíço Feliz Abt explica, por exemplo, como um projeto de US$20 milhões para renovar o sistema de saneamento e abastecimento de água em Pyongyang fracassou, simplesmente porque o investidor kuwaitiano estava apreensivo de que a importação do software necessário para o projeto pudesse ser considerado de “uso duplo”, de acordo com as sanções estadunidenses contra a RPDC16. Abt também recorda o papel da sanções da ONU em impedir sua companhia farmacêutica de importar os compostos necessários para um projeto de assistência médica em regiões rurais da RPDC17.

Dado os obstáculos formidáveis, a impresa internacional tirou primeiramente a conclusão de que a RPDC é um dos países mais pobres do mundo18. Mas também concluiu que sua miséria é resultado de uma má gestão sistêmica19, e irá piorar cada vez mais enquanto se recusar a implementar reformas liberais20. Estas afirmações, que foram repetidas ao longo das seis décadas de sanções, são raramente respaldadas por dados concretos. Ao contrário, elas vão na contra-mão das poucas evidências disponíveis.

É devido às sanções imperialistas, e não ao socialismo, que a economia norte-coreana se encontra em seu atual estado. Para provar isso, basta apenas observar a situação da RPDC anteriormente à instalação do pacote atual de sanções. Barbara Demick, uma autora anti-RPDC, admite que “o país já teve um sistema de saúde invejável”, “com uma rede de cerca de 45.000 médicos familiares. Cerca de 800 hospitais e 1000 clínicas eram praticamente livre de cobranças aos pacientes. Ainda são, mas já não fornecem um amplo atendimento como antes. O sistema educacional que permitia o fundador da RPDC, Kim Il-Sung (avô do atual líder) de orgulhar-se de seu país ter sido o primeiro na Ásia a eliminar o analfabetismo, entrou em colapso. Os estudantes não têm livros, papéis ou lápis.”21 A Coréia do Norte, como outros países socialistas, eliminaram o analfabetismo! Em comparação, os Estados Unidos são o país mais rico da história. Apesar disso, não utilizou sua vasta riqueza para garantir que seus cidadãos saibam ler. Apenas no Alabama, 1 em cada 4 cidadãos é analfabeto funcional22. Isso mostra as prioridades distintas da RPDC e dos EUA. A RPDC é um país socialista, e como tal tem interesse em fornecer as necessidades populares. Os Estados Unidos, no entanto, está mais preocupado em avançar seus próprios interesses. Preferem matar os coreanos de fome através das sanções do que garantir as necessidades de seus próprios cidadãos.

Os Estados Unidos não são motivados pelo desejo de ajudar o povo coreano, mas sim pela destruição do comunismo. Após uma visita à RPDC em 1946, o amigo de Harry Truman, Edwin Pauley escreveu que,

“O comunismo na Coréia poderá conseguir um começo melhor do que em qualquer outro lugar no mundo. Os japoneses controlavam todas as grandes indústrias e recursos naturais. O Partido Comunista os terá adquirido sem nenhum trabalho em desenvolvê-las.”23

O governo estadunidense está aqui admitindo que o comunismo tem o potencial de ter um massivo sucesso. Ele embarcou em uma campanha para estrangular a economia coreana para destruir as bases para o comunismo que existiam no norte. As sanções são apenas outro aspecto desse plano. Os Estados Unidos buscam apresentar o capitalismo como o único sistema possível, e farão tudo que for necessário – incluíndo genocídios – para garantir esse objetivo.

Os socialismos da Coréia do Norte e outros, no entanto, desmontam a narrativa estadunidense. A RPDC ainda garante assistência médica universal ao seu povo, ao contrário dos Estados Unidos. Apesar da investida imperialista, a RPDC está fazendo o máximo para prover ao seu povo. Os valores do socialismo – solidariedade, cooperação e unidade coletiva – estão evidentemente claros.

Isto pode ser visto na atitude norte-coreana em relação à educação. Para citar o testemunho de um visitante:

”A educação é muito valorizada na Coréia do Norte. A educação em todos os níveis é gratuita para todos os cidadãos. Nós visitamos o ‘Grande Centro de Estudos Populares’, uma enorme biblioteca de sete andares, aberta para todos. Você pode não apenas emprestar livros, músicas e utilizar os computadores, mas também assistir palestras de diversos assuntos. Existe também o ‘Grande Palácio das Crianças’, frequentado pelos alunos após a escola para atividades como dança, canto, artes e esportes. São oito andares, mais de 100 salas e mais de 100 professores. Lugares como esse existem em cada província, apesar deste ser o maior do país”24

Na realidade, a RPDC já foi um dia muito mais desenvolvida economicamente do que seu vizinho ao sul. De acordo com o Japan Focus, “no início dos anos 1960, muito antes do arranque industrial da Coréia do Sul, o norte já havia impressionantemente se reindustrializado. Essa diferença não pode ser explicada apenas pela ajuda estrangeira, que era muito maior em termos absolutos no sul do que no norte. A capacidade do regime de mobilizar a população foi indispensável”25. Foi explicitamente o socialismo, com sua ênfase na cooperação, que permitiu a economia norte-coreana a se recuperar após a guerra.

O socialismo norte-coreano também permitiu diversas outras conquistas que melhoraram a vida das massas trabalhadoras. No livro Everyday Life in the North Korean Revolution, Suzy Kim fornece estatísticas que demonstram que “já em 1949, a renda per capita nacional já havia dobrado em relação à 194526.” A autora também afirma que “a eletricidade se expandiu de 16.513 para 29.850 residências”27. A revolução na Coréia beneficiou materialmente o povo, tirando-o da pobreza extrema e melhorando sua qualidade de vida.

As melhoras continuam até hoje. A educação é gratuita e obrigatória por 11 anos, com muitas oportunidades para estudos posteriores para aqueles que os buscam. Os meios de produção são majoritariamente de propriedade pública (com exceção de investimentos estrangeiros e sul-coreanos), sendo assim, a vasta maioria das fábricas e fazendas existem somente e exclusivamente para servir às necessidades populares28.

A Coréia Popular desfrutou de padrões de vida comparáveis aos vizinhos do sul até os anos 198029. Com estilos de vida espartanos, o povo coreano era quase auto-suficiente em termos de indústria leve e bens de consumo em 1967, com bens como tecidos, roupas íntimas, meias, sapatos e bebidas alcoólicas se tornando cada vez mais disponíveis para todos os cidadãos30.

A indústria no norte cresceu em uma taxa de 25% ao ano nos dez anos seguintes à Guerra da Coréia e de 14% ao ano de 1965 a 1978. Os dirigentes estadunidenses estavam muito preocupados em relação à economia sul-coreana, ainda muito atrasada, o que levantava dúvidas sobre os méritos do projeto de direita, pró-capitalista e neo-colonial de Washington na Coréia. Nos anos 1980, a capital norte-coreana, Pyongyang, já era uma das cidades mais eficientes e bem administradas da Ásia. Seoul, por outro lado, era um amontoado de “fábricas precarizadas que fariam Dante ou Engels desmaiarem”, repleta de uma população sem-teto31.

Ávida para apresentar o sistema econômico do sul como superior ao do norte, Washington permitiu a Coréia do Sul realizar um vigoroso programa de planejamento industrial por trás de uma muralha de tarifas e subsídios, enquanto, ao mesmo tempo, ofereceu à indústria sul-coreana amplo acesso ao mercado mundial. Para ajudar ainda mais, grandes quantias foram despejadas no país. O Japão enviou US$ 800 milhões em subsídios e empréstimos em compensação pelos 35 anos de dominação colonial, em um período em que as exportações sul-coreanas não passavam dos US$ 200 milhões. E em troca de enviar 50.000 soldados para lutar no Vietnã ao lado dos Estados Unidos, Washington pagou US$ 1 bilhão para o país entre 1965 e 1970, o que equivalia a 8% do PIB do sul. Empresas de engenharia sul-coreanas firmaram contratos com as Forças Armadas dos EUA, e a Guerra do Vietnã absorveu quase toda a exportação de aço do país (produzida por uma siderúrgica construída com os US$ 800 milhões vindos do Japão)32.

Ao mesmo tempo, o norte sofreu com seus erros táticos. Pyongyang desagradou os soviéticos no início dos anos 1960 ao ficar do lado da China na cisão sino-soviética. Moscou cortou os apoios em retaliação. Enquanto a ajuda soviética nunca havia sido tão generosa quando a estadunidense e japonesa para o sul, ela fazia diferença, e sua interrupção (ela foi restaurada posteriormente) reduziu o crescimento econômico do norte. Nos anos 1970, Pyongyang também teve problemas de endividamento quando começou a comprar fábricas do ocidente33.

Como resultado do planejamento industrial do sul, seu modelo de substituição de importações, suas grandes barreiras tarifárias e das injeções dos Estados Unidos e Japão, a economia da Coréia do Sul já estava ultrapassando a do norte em meados da década de 1980. Mesmo assim, enquanto o crescimento havia desacelerado no norte, a diferença nos padrões de vida entre os dois países nunca foi tão grande como os apoiadores da Coréia do Sul nos fazem acreditar. E o norte tinha sua atratividade. Enquanto os bens de consumo eram escassos, as necessidades diárias eram abundantes através de subsídios. Cumings destaca um relatório da CIA que reconhece (quase de má vontade, ele diz) as várias conquistas do norte: “cuidados solidários com as crianças em geral e órfãos de guerra em particular; ‘mudança radical’ na posição das mulheres; moradia gratuita; assistência média gratuita, e medicina preventiva; mortalidade infantil e expectativa de vida comparáveis aos países desenvolvidos até a recente crise alimentar”34.

Lakov, um economista auto-declarado de direita, também notou as conquistas da RPDC diante do caos econômico. Ele escreve:

“A espectativa de vida na Coréia do Norte teve seu pico nos 72 anos, marginalmente menor do que no muito mais próspero sul. De acordo com o censo de 2008, a espectativa de vida atual é de cerca de 69 anos. Está aproximadamente 10 anos abaixo do sul, mas ainda é impressionante para um país tão pobre.

Em 2008 a mortalidade infantil na Coréia do Norte foi estimada pela OMS em 45 a cada 1000 nascimentos. É um número um pouco maior que o da China.

O Chade e a Coréia do Norte têm praticamente o mesmo nível de PIB per capita”35.

Até mesmo o governo estadunidense não pôde negar os êxitos do socialismo coreano. Escrito à portas fechadas em 1990, um relatório desconfidencializado da CIA admite que a RPDC administra serviços sociais notáveis para as crianças, garante moradia gratuita aos cidadãos, fornece um programa público altamente bem-sucedido de medicina preventiva, controla uma força policial com níveis baixíssimos de corrupção e conquistou ótimas taxas de mortalidade e expectativa de vida36.

Esse mesmo relatório da CIA aponta que existem mais mulheres com ensino superior do que homens na RPDC, e admite que o Partido dos Trabalhadores da Coréia está legitimamente comprometido com uma “mudança radical” nas relações de gênero coreanas. Os fatos corroboram suas conclusões: as mulheres são permitidas a servirem nas forças armadas, programas públicos de cuidados infantis permitem às mulheres terem carreiras independentes fora de casa e um número significativo de altas cargos políticos são ocupadas por mulheres, incluindo a representação na Assembléia Popular Suprema37.

O notável sistema público de saúde da RPDC – que fornece cobertura incondicional para todos os cidadãos – continua a funcionar muito bem, mesmo em meio às brutais sanções dos Estados Unidos. No ano passado, em um relatório para a ONU sobre o sistema de saúde norte-coreano, a Dra. Margaret Chan, a diretora-geral da OMS, o qualificou como “algo que a maioria dos países em desenvolvimento teriam inveja”. Ela destacou que “a RPDC não tem falta de médicos e enfermeiros”, e elogiou o sistema por sua “infraestrutura muito sofisticada, partindo do nível central às províncias e distritos”38.

Hoje, sob o comando de Kim Jong-Un, a capital da Coréia Popular está de fato prosperando. Até mesmo tablóides sul-coreanos admitem esse fato. Como escreve um deles:

“Três anos após a ascenção ao poder de Kim Jong-Un na Coréia do Norte, as ruas de Pyongyang estão muito diferentes. As ruas da cidades estão acompanhadas de 40 novos arranha-céus, com táxis logo abaixo. Antes, eram escuros à noite, mas hoje são iluminados com luzes reluzentes, enquanto as mulheres imersas em seus smartphones se vestem muito melhores do que antes. Os testemunhos unânimes de visitantes recentes são de que a cidade norte-coreana abandonou seus trajes monocromáticos em favor dos coloridos. ‘Foi minha primeira visita à Coréia do Norte em cinco anos, e eu fiquei chocado com o quanto a atmosfera mudou’, disse Jang Yong-cheol, diretor permanente para a Isang Yun Peace Foundation, ao Hankyoreh no dia 16 de dezembro. Jang esteve em Pyongyang por cinco dias em outubro”39.

É importante lembrar também que, apesar do isolamento e das sanções genocidas, a RPDC deu apoio aos movimentos de libertação em África. A Coréia Popular participou de operações de combate ao lado das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola. Também ajudou o Congresso Africano na luta contra o apartheid e deu assistência a outros países, como a Etiópia40. Assim como Cuba, o internacionalismo socialista da RPDC tem melhorado a vida de muitos ao redor do mundo.

Tudo isso mostra que o socialismo pode ser um sucesso, e que o imperialismo é o responsável pelas deficiências na economia norte-coreana. O povo norte-coreano não sofre devido ao socialismo. Ao contrário, conseguiu grandes conquistas nessas circunstâncias. Essa é uma prova do tremendo poder da economia socialista.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.


1  Rüdiger Frank,“A Question of Interpretation: Statistics From and About North Korea,”38 North, Washington, D.C.: U.S.-Korea Institute at SAIS, Johns Hopkins University, 16 de julho de 2012.

2   Evan Ramstad,“North Korea Strains Under New Pressures”,The Wall Street Journal, 30 de março de 2010. Consultado em 10 de abril de 2014; Geoffrey Cain, “North Korea’s Impending Collapse: 3 Grim Scenarios”,Global Post, 28 de setembro de 2013. Doug Bandow, “The Complex Calculus of a North Korean Collapse”,The National Interest, 9 de janeiro de 2014.

3  Soo-bin Park, “The North Korea Economy: Current Issues and Prospects,” Department of Economics, Carleton University (2004).

4  World Food Programme. Office of Evaluation, “Full Report of the Evaluation of DPRK EMOPs 5959.00 and 5959.01 “Emergency Assistance to Vulnerable Groups,” 20 de março a 10 de abril de 2000, p.1.

5  Food and Agricultural Organization/World Food Programme,Crop and Food Security Assessment Mission to the Democratic People’s Republic of Korea, 12 de novembro de 2012, p.10.

6  Food and Agricultural Organization/World Food Programme,Crop and Food Supply Assessment Mission to the Democratic People’s Republic of Korea, 25 de junho de 1998.

7  U.S. Department of Treasury, Office of Foreign Assets Control, An Overview of Sanctions with Respect to North Korea,6 de maio de 2011.

8  “Breaking the Bank,” The Economist, 22 de setembro de 2005.

9  “Ernst & Young says Macao-based BDA clean, cites minor faults,” RIA Novosti, 18 de abril de 2007.

10  Ronda Hauben, “Behind the Blacklisting of Banco Delta Asia,” Ohmynews, 25 de maio de 2007. John McGlynn, John McGlynn, “North Korean Criminality Examined: the US Case. Part I,” Japan Focus, 18 de maio de 2007. Id., “Financial Sanctions and North Korea: In Search of the Evidence of Currency Counterfeiting and Money Laundering Part II,” 7 de julho de 2007; Id., “Banco Delta Asia, North Korea’s Frozen Funds and US Undermining of the Six-Party Talks: Obstacles to a Solution. Part III,” Japan Focus, 9 de junho de 2007.

11  Daniel L. Glaser, testimony before the Committee on Banking, Housing, and Urban Affairs, U.S. Senate, 12 de setembro de 2006.

12  Simon Rabinovitch and Simon Mundy, “China reduces banking lifeline to North Korea,” Financial Times, 7 de maio de 2013.

13  Simon Rabinovitch, “China banks rein in support for North Korea,” Financial Times, 13 de maio de 2013.

14  Rüdiger Frank, “The Political Economy of Sanctions against North Korea,”Asian Perspective, Vol. 30, No. 3, 2006, at 5-36. Consultado em 10 de abril de 2014.

15  Ibid.

16  Chad O’Caroll, “How Sanctions Stop Legitimate North Korean Trade,” NK News, 18 de fevereiro de 2013. http://www.nknews.org/2013/02/how-sanctions-stop-legitimate-north-korean-trade

17  Ibid.

18  Michelle A Vu, “Living conditions in North Korea ‘very bad’,”Christian Today, March 31, 2009; Harry de Quetteville, “Enjoy your stay… at North Korean Embassy,”Telegraph, 5 de abril de 2008.

19  “Where the sun sinks in the east,”The Economist, 11 de agosto de 2012 (edição impressa). Consultado em 10 de abril de 2014; Nicholas Eberstadt, “The economics of state failure in North Korea,” American Enterprise Institute, 23 de maio de 2012.

20  Ibid.

21  https://www.theguardian.com/world/2010/jul/17/north-korea-famine-fears

22  http://literacywa.org/literacy-facts-2/

23  https://thelmaandlouisegointernational.wordpress.com/2014/03/10/communism-in-korea-could-get-off-to-a-better-start-than-practically-anywhere-else-in-the-world-edwin-w-pauley-trumans-ambassador-investigating-reparations-traveling-in-the-russian-zone-o/

24  http://www.fightbacknews.org/2004/03summer/korea.htm

25  http://apjjf.org/-Charles-K.-Armstrong/3460/article.html

26  https://books.google.com/books?id=kes9AAAAQBAJ&pg=PT215&lpg=PT215&dq=Already+in+1949,+per+capita+national+income+had+more+than+doubled+since+1945&source=bl&ots=vJFNIvIP_-&sig=s5lu5JkibUsIZ9ALY9NSKr9T1LE&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwjj5-DhyKTTAhVC9IMKHdHEAacQ6AEIJTAA#v=onepage&q=Already%20in%201949%2C%20per%20capita%20national%20income%20had%20more%20than%20doubled%20sinc

27  Ibid.

28 “North Korean Economy Records Positive Growth for Two Consecutive Years”. The Institute for Far Eastern Studies. 17 de julho de 2013.

29  Ellen Brun, Jacques Hersh, Socialist Korea: A Case Study in the Strategy of Economic Development, 1976, Monthly Review Press, New York and London.

30  Ibid.

31  Cumings, Op. Cit.

32  Ibid.

33  Ibid.

34  Ibid.

35  https://books.google.com/books?id=LNpRyIPgi3wC&pg=PA64&lpg=PA64&dq

36  http://memory.loc.gov/master/frd/frdcstdy/no/northkoreacountr00word/northkoreacountr00word.pdf

37  Ibid.

38  “Country Comparison: Life Expectancy at Birth”. CIA World Factbook.

39  http://english.hani.co.kr/arti/english_edition/e_northkorea/671159.html

40  http://www.voltairenet.org/article190705.html

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