EUA

Trump tem grandes chances de ser reeleito graças ao caos dentro do Partido Democrata

Com resultados impressionantes nas pesquisas, Bernie Sanders está indo em direção à nomeação, o que levanta dúvidas sobre como sua potencial vitória nas primárias pode afetar as cadeiras Democratas no Congresso.

Via Sputnik, tradução por Eduardo Pessine

Candidatos democratas que participaram do primeiro debate de 2020, no dia 14 de janeiro na CNN, da esquerda para a direita: Tom Steyer, Elizabeth Warren, Joe Biden, Bernie Sanders, Pete Buttigieg e Amy Klobuchar. Foto por Charlie Neibergall/AP.
Candidatos democratas que participaram do primeiro debate de 2020, no dia 14 de janeiro na CNN, da esquerda para a direita: Tom Steyer, Elizabeth Warren, Joe Biden, Bernie Sanders, Pete Buttigieg e Amy Klobuchar. Foto por Charlie Neibergall/AP.

Com resultados impressionantes nas pesquisas, Bernie Sanders está indo em direção à nomeação, o que levanta dúvidas sobre como sua potencial vitória nas primárias pode afetar as cadeiras Democratas no Congresso. Dr. Zalmay Gulzad, professor da Harold Washington College em Chicago, tratou das preocupações do Partido em relação ao assunto.

Para além da disputa presidencial, pelo menos 35 das 100 cadeiras no Senado e todas as 435 da Câmara dos Representantes serão eleitas em novembro de 2020. Enquanto o senador Bernie Sanders ganha tração nas pesquisas e nas primárias, alguns Democratas se preocupam se sua agenda “socialista” irá alienar os moderados e custar o controle da Câmara pelo partido e uma possível maioria no Senado.

Tratando do assunto, o Los Angeles Times publicou na quinta-feira (20/02/2020) que alguns Democratas passaram a olhar com bons olhos para o ex-vice-presidente Joe Biden  e para o ex-prefeito da cidade de Nova Iorque Michael Bloomberg, cujos discursos acreditam serem “menos inflamados”.

De acordo com o Politico, os Republicanos já começaram a capitalizar na controvérsia vinculando todos os Democratas que entraram na disputa pelo Congresso às políticas liberais de Sanders, como o aumento de impostos e o “Medicare for all”. Por exemplo, Martha McSally, uma senadora Republicana do Arizona atacou sua rival Democrata Mark Kelly como “o 51º voto para todas as fantasias soviéticas de Bernie”.

A conselheira na Casa Branca Kellyanne Conway também contribuiu para a polêmica com suas declarações de que Sanders “não é apenas o porta-bandeira do socialismo”, mas o potencial nomeado para a candidatura à presidência.

“Bernie Sanders tem um caminho árduo pela frente devido ao seu rótulo de “socialista”, diz o Dr. Zalmay Gulzad. “Por exemplo, seu projeto ‘Medicare for all’ não ressoa nas pessoas por que elas acreditam que sua liberdade de escolha de plano de saúde irá acabar. O establishment Democrata está preocupado com sua popularidade com os jovens de classe média e a população operária porque temem perder a eleição para Trump. Francamente, os Democratas não têm um candidato que energiza sua base nessa eleição”.

Até agora, as tentativas do establishment Democrata para propor uma alternativa moderada à Sanders não renderam frutos: Joe Biden só cai nas pesquisas enquanto a performance de Bloomberg no debate de quarta-feira (19/02/2020) em Las Vegas foi considerada “fraca” pela mídia estadunidense.

De acordo com Dr. Gulzad, a entrada tardia de Bloomberg nas eleições “contribuiu para fragmentar ainda mais os eleitores Democratas”. O professor alerta em relação a conclusões precipitadas depois de Iowa e Nova Hampshire: “Teremos que aguardar os resultados em Nevada e Carolina do Sul para determinar o prognóstico de Sanders”.

Além do mais, ele concorda que as preocupações dos Democratas sobre a influência do “fator Sanders” nas eleições parlamentares não é injustificada: “É um grande problema para o Partido Democrata e de fato um dilema para as suas lideranças”.

Dr. Gulzad explica que se por um lado as pessoas tendem a votar para os seus candidatos já eleitos, por outro, para aumentar o controle no Senado e o manter na Câmara isso é de fato um empecilho.

“É difícil determinar quem será o candidato mas é certo que será uma disputa polêmica e a base terá dificuldades de apoiar o candidato final”, opina o professor. “Donald Trump tem grandes chances de ser reeleito devido ao caos dentro do Partido Democrata”.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

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