Europa

Rainha Elizabeth não irá se envolver no caso Julian Assange por ser uma ‘questão política’, afirma porta-voz

Via RT, tradução por Eduardo Pessine

Um protesto em apoio ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, em frente a um tribunal em Londres. Sua pena pode chegar a 175 anos caso seja condenado por todas as acusações que enfrenta nos EUA. Foto por Daniel Leal-Olivas/Agence France-Presse.
Um protesto em apoio ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, em frente a um tribunal em Londres. Sua pena pode chegar a 175 anos caso seja condenado por todas as acusações que enfrenta nos EUA. Foto por Daniel Leal-Olivas/Agence France-Presse.

A porta-voz do palácio de Buckingham afirmou que a rainha não irá intervir pela liberdade de Julian Assange, assegurando a postura “não-política”. A declaração, ao que parece, confirma que a prisão de Assange é política, e não uma questão criminal.

Com o fundador da Wikileaks trancafiado na prisão de Belmarsh, em Londres, esperando sua extradição para os EUA, o ativista Chris Lonsdale escreveu uma carta para a Rainha Elizabeth II no mês passado, pedindo que a monarca “garanta que o Sr. Julian Assange seja libertado da prisão de Belmarsh incondicionalmente”, seguinto o espírito de “justiça, paz e liberdade de expressão”.

Lonsdale publicou a resposta no domingo (16/02), na qual a porta-voz da rainha afirma que Sua Majestade “permanece estritamente não-política em todas as questões”, e que sendo assim, a prisão de Assange “não é uma questão na qual a rainha interviria”.

Apoiadores de Assange acusam há tempos que sua prisão é motivada por questões políticas e não pelos supostos crimes. O ativista continua preso em Belmarsh desde sua captura dentro da embaixada equatoriana em Londres em abril, sob acusação de não comparecer à corte em 2012. Ele ainda corre o risco de extradição para os EUA para responder a uma série de acusações de espionagem, relacionadas com as publicações do Wikileaks de documentos confidenciais do exército estadunidense que revelaram crimes de guerra no Iraque e Afeganistão. Caso condenado, sua pena pode chegar até 175 anos de prisão.

A resposta do Palácio de Buckingham escancara a perseguição política contra Assange.

A saúde de Assange tem piorado cada vez mais desde sua prisão. Após uma visita à Assange em maio, o relator da ONU Nils Melzer declarou que o ex-líder do Wikileaks demonstrou “todos os sintomas típicos de exposição prolongada a tortura psicológica”.

Melzer acrescentou que Assange será “exposto a um grande risco de violação de seus direitos humanos… incluindo tortura e outros tratamentos cruéis e desumanos” caso seja extraditado para os EUA.

“Em 20 anos de trabalho com vítimas de guerra, violência e perseguição política eu nunca havia visto um grupo de países democráticos investindo deliberadamente para isolar, demonizar e abusar de um único indivíduo por tanto tempo e com tanto descaso pela lei e a dignidade humana”, afirmou Melzer. “A perseguição contra Julian Assage deve acabar aqui e agora!”.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

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1 resposta »

  1. Assange está é sendo assassinado aos pouquinhos, isso sim. E o que trataram de matar primeiro foi a sua reputação. O renegado Lenin Moreno, aquele desgraçado, traidor da América Latina, justificou o seu ato desprezível contra Assange dizendo que ele é um arruaceiro, alguém comparável a um adolescente indesejável. E agora está definhando.

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