Oriente Médio

A Revolução Iraniana faz 41 anos: comemorações por todo país

Via PressTV, tradução por Eduardo Pessine

Iranianos queimam bandeira dos EUA em protesto. Via Getty Images
Iranianos queimam bandeira dos EUA em protesto. Via Getty Images

Milhões de iranianos inundaram as ruas por todo o país para celebrar os 41 anos da Revolução Iraniana, que derrubou o regime de Pahlavi, apoiado pelos EUA, em 1979.

Em Teerã, multidões tomaram as principais vias da capital em direção a icônica Praça Azadi (ou Praça da Liberdade), que foi palco de grandes protestos contra o regime de Pahlavi nas vésperas da Revolução.

Em outras cidades em todo Irã pessoas também participaram das comemorações, muitos sob o frio intenso, para renovar sua lealdade aos ideais do Ayatollah Khomeini, grande líder da Revolução e fundador da República Islâmica.

Todo ano os manifestantes bradam contra os EUA e queimam bandeiras estadunidenses em repúdio à agenda hostil que Washington vem impondo contra o Irã nas últimas quatro décadas.

Nesse ano, as comemorações foram ainda mais importantes, já que o aniversário coincidiu com os 40 dias do assassinato do General Qassem Soleimani, o ex-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, que foi assassinado em um ataque realizado pelos EUA em Bagdá, no início de janeiro.

O assassinato premeditado do General Soleimani – o mais importante comandante anti-terrorista do Oriente Médio – fortaleceu o sentimento anti-estadunidense não só no Irã mas em toda região.

Na capital, o Ministro da Defesa liderou um desfile nos arredores das manifestações, demonstrando diversas conquistas tecnológicas do exército iraniano, como bombas inteligentes, mísseis de precisão e veículos blindados, em uma demonstração de força frente as ameaças recentes.

O assassinato do General Soleimani no dia 3 de janeiro elevou as tensões Irã-EUA, com o governo iraniano jurando uma “dura vingança”. Dias depois, as Forças Armadas do Irã lançaram um ataque de mísseis contra duas bases estadunidenses no Iraque.

O terrorismo de estado praticado pelos EUA fortaleceu as vozes no Irã e nos países vizinhos contra a inteferência militar norte-americana na região. As tensões começaram a se agravar em maio de 2018, quando o governo Trump abandonou o acordo nuclear multilateral com o Irã e lançou uma campanha de “pressão máxima” contra o país, mirando principalmente sua economia.

Revolta contra o plano “fracassado” de Trump no Oriente Médio

Os manifestantes iranianos também estão utilizando a ocasião para demonstrar sua revolta contra o plano recentemente revelado pelo governo Trump que visa dar um fim ao longo conflito Israel-Palestina.

O plano – que foi unanimemente rejeitado pelos palestinos – busca ajudar o regime de Israel a consolidar sua ocupação dos territórios da Palestina em uma latente violação do direito internacional.

O Ministro da Inteligência do Irã fez uma declaração afirmando que durante as manifestações, o povo iraniano irá expressar seu repúdio ao “já fracassado acordo do século”.

Os manifestantes bradaram contra o plano anti-Palestina, queimando bandeiras dos EUA e de Israel e bonecos do presidente estadunidense.

As visões expressas neste artigo pertencem ao(s) autor(es) e não necessariamente refletem a linha editorial do portal Nova Margem.

1 resposta »

  1. E pensar que a revolução iraniana, do ponto de vista das classes sociais, foi uma realização dos PETROLEIROS, à cabeça da classe operária. O Irã é importantíssimo para a história do século XX; de certa forma o imperialismo contemporâneo, esse que afeta a América Latina em meio a todas essas guerras frias ou híbridas, começa no Irã contra Mohamed Mossadeg, em 1953. Nossa América Latina e o Oriente Médio precisam criar uma sólida aliança, que dure todo este século.

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